Os tempos eram outros, e a Hammer estava no vermelho. Não o vermelho do sangue que Drácula tanto degustou e que fez a fama do estúdio inglês, mas vermelho financeiro e era preciso modernizar seus monstros. Quem ainda iria ao cinema ver castelos góticos com tantos hippies gritando a chegada da nova-era? Uma condessa diabólica e sua família de vampiros que de tempos em tempos desperta parecia ser o motivo ideal para mostrar o antigo sexo frágil em busca dos seus desejos, de preferência, claro, usando esvoaçantes camisolas transparentes. Joseph Sheridan LeFanu lançou o romance Carmilla antes de Bram Stoker dar ao mundo Drácula e embora seja menos famoso que o sucessor traz o diferencial da protagonista feminina. De extremo erotismo lésbico, é um divisor de águas no estilo rococó da Hammer com violência mais explícita e farta exibição de seios femininos, sem perder a classe costumeira ao diretor Roy Baker. A produção de visível pobreza não compromete nem se reflete danosamente no desenrolar da história divertida fazendo bom uso da óbvia apologia ao cristianismo como todo filme de sugadores de sangue que se preze. O estúdio faria mais duas películas com Mircaela/Carmilla (Luxuria de Vampiros e As Filhas de Drácula), mas fora a personagem, não há relação entre eles, nem mesmo o elenco, portanto não tem lógica chamá-los de trilogia. Este alçou à categoria de estrela sua atriz principal, a polonesa Ingrid Pitt, considerada tão iconográfica para o horror quanto Christopher Lee ou Peter Cushing, só pra citar dois nomes da Terra da Rainha. Mas não é a única celebridade do elenco! Temos ainda a sexy Kate O’Mara, implorando tragicamente pra ser vampirizada depois de noites de amor com Pitt. Cult até o talo!
http://www.imdb.com/title/tt0066518/
Video: XVID 512x368 23.98fps 876Kbps [Video 0]
Audio: MPEG Audio Layer 3 48000Hz stereo 103Kbps [Audio 1]
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